quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

28º Depoimento: Onfalocele

     A Elisa nasceu com Onfalocele no Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo- Santa Maria/RS.


  
Depoimento:


  Nossa história não começa muito diferente das relatadas aqui neste blog. Como todas as mães que desejam muito seus filhos, assim era eu com 18 semanas de gestação,quando fui realizar o1º ultrassom morfológico do nosso bebê. Ia tudo bem até que a moça nos falou que precisaríamos repetir quando eu estivesse com 23 semanas, pois não tinha conseguido visualizar o abdomem e o lábio superior do bebê. Pronto! Bastou para acabar com a minha tranquilidade quanto à maternidade. Meu marido me dizia que não ia dar nada, que estava tudo bem, mas no fundo meu coração de mãe sabia que algo não estava bem. Poderia estar a caminho uma criança com lábio leporino e fenda palatina e algo como uma hérnia na barriguinha. Minha intuição me dizia que com o rostinho estava tudo bem, mas em relação a barriga eu não tinha certeza...
    As noites não foram as mesmas, mas eu procurava não ficar muito nervosa para não prejudicar o nosso bebê, com as 23 semanas fui fazer um novo morfológico e veio a constatação, o rostinho estava com o lábio superior integro mas apresentava um Onfalocele no abdomem! ONFALOCELE!!!!!Meu Deus quase morri naquele momento, acho até que uma parte de mim morreu mesmo naquele dia, todos os sonhos e expectativas em relação ao meu bebê parece que caíram num abismo, eu nem sabia o que era aquilo, o médico me explicou mas naquele momento eu só sentia o “luto do filho perfeito”.   
    Quando cheguei em casa e fui pesquisar nem precisa comentar, me desesperei ainda mais. Depois de passar esse período, e já mais calma, me preparei para aceitar e receber bem meu pequeno tesouro. Foram muitos ultrassons, ao total acho que 10, sempre controlando a Onfalocele (tamanho, circulação e que tinha saído etc) e como estava se desenvolvendo o bebê. Só fiquei sabendo o sexo com seis meses de gestação, a herniação ficava bem na frente da genitália, mas como não se via nada entre as perninhas as suspeitas era que fosse menina, e estávamos certos, o médico com 6 meses conseguiu ver, era a nossa Elisa. 
   Durante a gestação tive pré-eclampsia o que redobraram os cuidados, pois ela não podia vir antes, precisava de pelo menos 2 kg para enfrentar a anestesia e a cirurgia. Foi muito repouso e muita polenta que comi para a Elisa engordar. Após uma consulta com a médica que iria realizar a correção da onfalocele, tive outro susto, essa má formação pode vir associada a algumas trissomias. Foram outras semanas de muito desespero, mas não tinha muito que ser feito, optamos por não fazer o exame da punção do líquido (que verifica as síndromes), pois era de risco para mim e para ela. Como disse minha médica: ela já está feita não vai mudar muita coisa.
   Pois bem, assim se passaram os meses, e o dia chegou, nem acreditava, já estava bem preparada psicologicamente, sabia que ela ficaria na UTI (pensava em uns 17 dias). Às 9:25h do dia 05/09/2012 nossa princesinha chegava a este mundo para fazer brilhar nossas vidas.  Só pude ver ela rapidinho, com aquele monte de curativo na barriguinha, beijei a cabecinha dela e entreguei nas mãos de Deus e da Drª Gabriela, tinha a possibilidade de ser feito em duas cirurgias, pois tinha muito para fora. Às 15:00h do mesmo dia ela foi operada, graças a Deus coube tudo naquela barriguinha de uma só vez. Só pude ver ela novamente no outro dia, mas meu marido trazia fotos e notícias da nossa pequena.


Depois da cirurgia
Antes da cirurgia


   Quando a vi na UTI, entubada e com os dreninhos, paralisei, mas não chorei, os choros vieram mais tarde, quando a “ficha começou a cair”. A Elisa se recuperou super bem, se fosse só pela cirurgia ela teria saído mesmo nos 17 dias que eu tinha me planejado. Mas Deus quis mais de mim, do meu marido e da Elisa. Ao total foram 64 dias na UTI. Ela tinha os olhinhos muito pequenos e mal abria eles,além de dificuldade para deglutir, os médicos começaram a investigar isso, e descobriram que ela possuía uma síndrome chamada de  Dandy Walquer, não sabemos ainda se está relacionada com a Onfalocele, o mais provável é que não, só saberemos mesmo, após a consulta com a geneticista que será em março deste ano.
   Foram dias de muitas angústias, não só pela minha filha que lá estava, mas pelos muitos outros bebês e seus pais. Acabamos nos tornando uma grande família, na sala de espera trocávamos informações e nos apoiávamos. No mesmo período em que a Elisa esteve internada, teve um caso de Gastrosquise, ela deu alta um pouco depois da Elisa, pois deu uns probleminhas com os intestinos.
  Hoje estou com minha pequena em casa, esta se alimentando temporariamente por uma gastrostomia, faz fisioterapia e fonoaldiologia, para auxiliar no desenvolvimento e aprender a deglutir. Nem acredito que vencemos tudo aquilo, às vezes sinto medo pelo que vem pela frente, devido à síndrome, mas  tenho o apoio da  minha família e amigos, e do meu  grande parceiro, meu marido que sempre me deu força e coragem para enfrentar tudo. Também não posso deixar de registrar o apoio da equipe da UTI que sempre tinha palavras confortantes para nós, enquanto estávamos lá e na hora da alta dela. Quero agradecer a este Blog e a Camila Bento que me adicionou no grupo do facebook, estava nervosa prestes a ganhar a Elisa quando consegui conversar com ela pelo face, me acalmou e ajudou muito com as informações que me passou, até então eu não tinha falado com ninguém que tivesse passado por essa situação.
   Fico por aqui, e digo a todas as mães que estão agora procurando informações sobre Gastrosquise e Onfalocele, que não é e nem será fácil o que vcs vão passar, mas quando existe amor, somos capazes de tudo e ainda mais quando é por um filho. No final tudo vale a pena, cada sorriso cada conquista, só faz ficar mais distante tudo que vivemos.  
Silvana Sousa, facebook: https://www.facebook.com/sil.sousaluto





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segunda-feira, 3 de junho de 2013

27º Depoimento: Gastrosquise

O André Júnior nasceu com gastrosquise, no hospital da Luz em São Paulo/SP.




DEPOIMENTO:


   Quando eu estava com 4 meses de gestação, fui fazer a 1ª ultrassonografia morfológica para saber o sexo do meu bebê, foi neste dia que eu descobri que ele tinha gastrosquise. Nunca havia ouvido falar nesta má formação, senti  que tinha algo muito errado, mesmo sem saber direito o que era. Minha mãe e o meu marido estavam ao meu lado e disseram que não era nada grave, que seria tipo uma hérnia, mais o meu coração ficou bem apertado.
   Ao chegar em casa pesquisei na internet e fiquei desesperada, chorei por dias e o nome gastrosquise não saia da minha cabeça. Dormia e acordava pensando nisso. Eu e o meu marido ficamos buscando informações e especialista adequados para nos auxiliar e cuidar do meu pré-natal.  Encontramos uma médica especialista em medicina fetal que continuou com o meu pré-natal. O nome dela é Drª Sandra o consultório fica na Moóca em São Paulo/SP.
   Depois de ter encontrado a Dra. e ter obtido todas as informações necessárias para o caso do meu bebê, consegui ficar um pouco mais tranquila.
A minha gravidez foi maravilhosa não tive  problemas, consegui estudar até as vésperas do parto, ao decorrer dos meses eu ficava mais confiante, tive uma fé imensa em Deus. Eu pedia muito para Ele não tirar o meu bebê. Eu sabia que Deus tinha um propósito, mas até aí eu não sabia o fim dessa historia.
    A cesariana foi marcada para o dia 05/04/2012, graças a Deus o meu bebê nasceu como esperado de 38 semanas, pesando: 2,910 kg, de 45 cm. Ele ficou na U.T.I neonatal 27 dias. No dia em que nasceu, foi colocado o intestino todo para dentro. Eu ganhei ele às 10h15min da manhã e a cirurgia foi em torno das 16h as 17h, não pude vê-lo na hora que nasceu, só consegui conhecer o meu filho as 23h00 do mesmo dia.
   Eu pedi muito para Deus um milagre que ele desse esse filho para mim perfeito, eu fiz um voto para Deus que iria servi-lo para todo o sempre. Deus me ouviu. O meu bebê é perfeito e a cicatriz dele é mínima, foi realmente um milagre. Todas as mães que estiverem passando por esse mesmo sofrimento que eu passei, só uma coisa que podemos fazer: Ter muita fé em Deus. Deise Cardoso https://www.facebook.com/deise.cardoso.77?directed_target_id=398301213527774






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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

26º Depoimento: Gastrosquise


   A Letícia nasceu com Gastrosquise no Hospital das Clínicas/São Paulo. Hoje ela está com 4 meses.




   
Depoimento:


   Em dezembro de 2011, tive uma revelação de que Deus me daria tudo aquilo que eu pedi a Ele e que ainda não tinha recebido, na hora me veio a cabeça a minha tão sonhada casa, até porque há 2 anos tentando engravidar e sem conseguir, desisti.

   Bem no finalzinho de janeiro eu sentia muitas dores ao ir trabalhar, ao ponto de ter que ligar pra me buscarem, no começo de fevereiro passei no médico para ver o que estava acontecendo comigo e ele disse: ''Você só pode estar grávida'', eu respondi: ''Impossível, faz dois anos e nada'', e ele disse: ''Espere e verá''. Me passou vários exames como se eu estivesse grávida sem nem mesmo confirmar com um teste, eu não resisti e fiz um, já sabendo que ia dar negativo... Resultado 'Positivo'. Enfim, como não acreditamos no teste de urina e o de sangue do posto demoraria um mês, resolvemos pagar um ultrassom, no dia seguinte foi confirmado que 'sim' eu estava grávida. Como as dores não passavam, meu marido decidiu que era melhor eu parar de trabalhar, depois de muita discussão eu acabei aceitando até porque era para o bem do bebê!
   Ao 4° mês de gestação, não aguentei mais a ansiedade e fiz um ultrassom por conta mesmo para saber o sexo do bebê, foi ai que a luta começou. No meio do exame o médico disse que meu filho tinha uma pequena má formação, mas que com uma simples cirurgia tudo se resolveria, a chamada Gastrosquise era rara, mas mesmo assim não tão grave. Meu mundo parou de girar e eu não podia fazer nada porque minha filha tinha faltado a escola para conhecer a irmã e estava lá vidrada olhando para TV, o médico disse que se eu tivesse qualquer dúvida era para conversar com o meu ginecologista, eu só falei: ''tudo bem, o nome que você falou vai estar no exame?'' ele disse: "sim" e eu respondi: "Ok". Me mantive calma até terminar o exame, sorrindo para não assustar minha filha mais velha, só que na hora que a menina entregou o exame ela disse ''sinto muito''. Odeio isso, na hora que eu estava mantendo a força sob controle, sai pra rua e comecei a chorar (não sou de ferro né?).

   Pense na primeira coisa que fiz? Pesquisei no google, na hora a gente só vê que em mil casos teve tantos óbitos, em mil casos teve tantos abortos, em mil casos teve poucos sobreviventes, quanto mais eu lia, mais eu chorava e nada de conseguir falar com o meu marido, não conseguia discar, quando discava e ele atendia eu não conseguia falar, quando ele me ligava eu não atendia. Na hora que eu consegui falar eu só disse: ''Desculpa por não ser capaz de fazer as coisas direito, me perdoa por ter feito isso, eu sou uma inútil mesmo, não presto nem pra te dar um filho direito, etc.'', não deixava ele falar, ele só falava: ''para de chorar, o que tá acontecendo?'' e eu não conseguia falar. Fiquei 3 dias chorando e me martirizando, vendo meus sobrinhos aqui em casa brincando sem saber se meu bebê um dia ia fazer parte desse grupo, peguei raiva das crianças, não podia ver eles que eu saia de perto e começava a chorar. Então meu marido  falou: ''Para de chorar, para de ficar se culpando e para de drama''. Eu chamei ele de insensível e mais um monte de coisas.  Depois disso, eu encontrei o grupo, li os depoimentos e adicionei algumas pessoas no meu orkut para saber mais do assunto. Quando conversei com a Rosi, a primeira pessoa que recebeu meu chumbo de dúvidas, minhas inseguranças, medos e etc., resolvi ver de um modo diferente, dei três tapas na minha cara e disse pra mim mesma que era hora de enfrentar isso tudo! Não é promessa de Deus? Não foi revelada? Onde é que Deus mais trabalha, não é a nossa fé? Então moça vai caçar a solução!!
   Comecei a procurar hospitais, adicionei o grupo "Gastrosquise e Onfalocele" no Facebook, conversei com mais pessoas, via fotos de bebês que passaram por isso, enfim, arregacei as mangas, foi um mês horrível, não achava hospital, quando achava eu não pertencia a área, o posto de saúde me mandou a um ambulatório fazer o pré-natal de risco e quando nascesse eu procurasse onde operar ela. Enfim, eu não encontrava solução, não tinha meios de entrar em hospitais grandes como Hospital das Clinicas, Santa Casa e Hospital São Paulo, os três que tinham estrutura para este tipo de cirurgia. 

   E Deus falando busca, e eu não entendia nada, porque eu estava tão longe da igreja, eu até ia, mas não era aquela pessoa que ''Olha como ela é de Deus, nossa'', não entendia o que significava "buscar". Um dia a noite estava tão cansada de procurar hospitais e bater de cara com "não", que falei pro meu marido fazer um favor p mim: ''Faz uma oração na minha barriga, eu não preciso ouvir nada do que você vai falar só faz isso tá?'' e ele disse: ''Mas porque eu? Faz anos que não vou a igreja, não vai adiantar nada'' e eu respondi: ''Deus não usa só vaso inteiro na obra, usa também vaso quebrado, vaso rachado, faz por mim, por nosso bebê, por favor'' e ele fez durante 7 dias essa oração que até hoje eu não sei o que ele disse e nem o que Deus revelou a ele (ressaltando que a família do meu marido é toda evangélica, mas todos afastados, ele conviveu na igreja 17 anos). No último dia, nós estávamos tão cansados que esquecemos da oração, quando ele saiu para trabalhar eu liguei para ele e disse para fazer a oração enquanto ele estava no ônibus. Eu não sei se ele orou ou não, só sei que 15 minutos depois que eu liguei para ele, minha prima me ligou falando que tinha conseguido uma consulta pra mim no Hospital das Clinicas, na hora eu nem acreditei, comecei a chorar, mandei mensagem agradecendo ao meu marido pelas orações e explicando o que aconteceu, agradeci a Deus por tudo. Quando passei na consulta no HC, foi confirmada a gastrosquise, foram esclarecidas as minhas dúvidas e foi marcada a próxima consulta. 
   No 5° mês de gestação começaram as contrações de 3 em 3 min, a dilatação 3 dedos e as minhas forças se esgotando, já havia tido um aborto de gêmeos antes da minha filha nascer, estava com a mesma idade gestacional e uma insegurança sem igual, todos os dias indo ao P.S do HC, comecei a introduzir remédio para segurar o bebê, para parar as contrações e também comecei o pré-natal lá. Repouso absoluto, cuidados com a alimentação, 3 litros de água, etc. Fui levando dia a dia e o tal do 5° mês não acabava nunca, queria passar logo daquele mês, queria que ela nascesse, uma médica disse: ''Você sabe que se ela nascer agora ela não sobrevive não é? Ainda mais com o que ela tem'', eu disse: ''óbvio que sei sua insensata, onde já se viu falar assim com as pessoas''. Finalmente o 5° mês passou e sobrevivemos, ai o 6°, o 7° e as contrações todas ai, todos os dias dores, todos os dias sustos, mas todos os dias a fé, eu obedecia o repouso, mas não abria mão de ir pra igreja, não pedia nada pra Deus, só agradecia, ''obrigado por tudo Senhor, pelos meus filhos, pelo meu marido, pelo meu casamento, pela minha família'' essa era a minha ladainha diária, nada de pedir só de agradecer. As poucas pessoas que sabiam do meu problema, diziam que os médicos podiam falar o que quisessem, mas que a última palavra seria a de Deus, que Deus estava com as mãos nela. Tinha dias que eu juro, até pedia perdão, mas eu odiava quando falavam ''fé em Deus, vai dar tudo certo'',  no final da gravidez de 3 litros eu bebia 6 ( Técnica p beber água e não passa a noite no banheiro: 8h.- 500 ml, 10h.- 500ml, 12h.- 500ml, 14h.- 500ml, 16h.- 500ml, 18h.- 500ml... 3 litros fácil ...hehe).
   A cesárea foi marcada, dia 24 de setembro, senti medo, ansiedade, angústia. Dia 13 foi a última consulta do pré-natal, fiquei internada por estar com 4 dedos, fui direto pro centro cirúrgico para entrar em trabalho de parto e nada, a dona Letícia resolveu fazer gracinhas, nada de contração, nada de dilatação, fui no dia seguinte para o quarto. No dia 17 fui fazer um ultrassom e tinha somente 3,5 ml de líquido na minha bolsa e estava nos pés da mocinha, corri pro CO... "Eu vou ficar calma, eu não vou chorar, nós vamos conseguir, nós somos guerreira, cadê meu maridooo?" Eu deitada na maca, morrendo de medo, sem saber o que rezar, o  que pedir, escuto de fundo a música da Bruna Karla - Sou Humano. "Poxa, era pra não chorar né?'' Comecei a conversar com minha filha: "nós vamos conseguir, a mamãe não vai ir com você, mas seu pai vai estar lá, o papai do céu vai te ajudar, amorzinho luta, seja forte, não apronta, por favor pensa em mim, pensa em tudo o que passamos e volta pra mim, amo você minha guerreira''. Entramos, nos preparamos e ela nasceu, magrela 2.100kg., chorinho safado, preguiçoso. Na hora que eu a vi, achei que não ia dar, que ela não ia conseguir, era muito pequena, muito magrela, enfim beijei ela e disse vai com Deus minha guerreira e ela se foi com o pai dela pro CO infantil.
  Enquanto estava me recuperando da cesárea, fiquei sabendo que ela já tinha sido operada, passava bem e que era linda. Sai da mesa às 15:40h. e quando foi 20:30h. já levantei, tomei banho, jantei, me recusei a ficar deitada, tinha que ser forte e no outro dia a mesma coisa, andei o dia todo pra lá e pra cá. Enfim, a minha alta, fui direto ver minha filha, linda, magrela, operada, serena na encubadora, ''Nós conseguimos amor, somos guerreiras'', depois de uma semana, ela já estava em um bercinho, tomando a NPP-Nutrição Parenteral Prolongada, um sorinho, a sonda e mais nada, agora era só esperar tirar a sonda para amamentar... paciência! O grande dia chegou e eu pude amamentar, 5 min no peito, a mocinha mamou direitinho (aos meus olhos), no outro dia cheguei cedinho para amamentar e tive um grande susto, ela estava com a sonda novamente, a enfermeira disse: ''Ah, mãezinha tadinha ela vomitou, foi de mais pra ela os 5 min''. Eu quis chorar, regredimos, voltamos a estaca zero, dias se passaram e nada do líquido clarear, quando tudo começou a caminhar novamente a sonda finalmente foi retirada, a mocinha resolveu fazer outra gracinha: cheguei lá e ela estava ''tomando sangue'', a enfermeira veio me explicar: ''Ah, mãezinha ela está com anemia por isso o sangue''. Dois dias depois, a médica autorizou amamentar novamente, começamos com 5 min, eu com medo dei 3 min, a tarde 10 min, eu dei 8, outro dia 20 min eu dei 15, a tarde 30 min eu dei 20. A alta estava prevista para domingo, na quinta a moça fez mais uma graça, pegou uma infecção no PIC - Catéter, mais 14 dias de antibiótico.  Amamentação liberada, podia dar a vontade... eu dava de 30 a 40 min no máximo, 8 dias depois mais vômitos, então voltei a dar de 15 a 20 min de peito. Naquele momento estava tudo certo, era só esperar o bendito remédio acabar, no dia que eu resolvi não ir no hospital, eu recebi a ligação falando que ela estava de alta, pensem na alegria, eu não sabia se pulava, gritava, ligava pro meu marido, gritava a vizinha, postava no grupo, tomava banho, etc. (Fiz tudo isso não nessa ordem, mas fiz.. kkkkk'). Quando cheguei lá a primeira coisa que fiz foi trocar a roupa dela, peguei os papéis, ouvi as orientações, dei beijos em todas, médicas, enfermeiras, faxineiras, etc. Que emoção poder trazer meu pacotinho pra casa depois de 33 dias de UTI. Hoje ela está super bem graças a Deus, continua arteira como sempre desde a barriga, linda e forte!!!
   Agradeço a Deus por essa benção, por ter dado tudo certo, agradeço ao pessoal do grupo que me apoiou, me ouviu e me ajudou, a Paulinha que toda a vez que eu gritei me acudiu. Enfim, mostrar que mais um anjo nasceu e está aqui, firme e forte, quem estiver lendo nunca perca a esperança, Deus sabe o que faz, Ele não nos manda nada que não possamos suportar e sempre está ao nosso lado para nos dar força... uma musica que me ajudou no tempo de UCINE? Bruna Karla- Pai eu confiarei...

Bjoookas' Carolina Campos https://www.facebook.com/kaah.oliveira2?fref=ts






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sábado, 3 de novembro de 2012

25º Depoimento: Gastrosquise

   A Emily nasceu com gastrosquise no Hospital São Lucas da PUCRS em Porto Alegre/RS. Hoje está com 2 anos e 7 meses.
 
Depoimento:
   Engravidei aos 19 anos, foi inesperado, mas foi bem vindo. Estava tudo perfeito até eu fazer o ultrassom pra saber o sexo do bebê, foi um dia terrível, pois durante o exame o médico viu que tinha um certo volume na parte da barriga ao lado do cordão umbilical e disse pra mim que o bebê iria nascer com gastrosquise. Nunca tinha ouvido falar nessa má formação, fiquei apavorada, jamais pensei que ia passar por uma coisa dessas, o médico disse que o bebê teria que passar por uma cirurgia ao nascer, fiquei desesperada, só chorava quando cheguei em casa.
   Com o tempo conheci a Camila Bento (que criou o blog), que é da mesma cidade que eu, o filho dela (o Pedrinho) nasceu com o mesmo problema, procurei ela pra saber quais eram os procedimento da gastrosquise, a história dela me deu força pra seguir em frente, se não fosse por ela não ia ter tanta garra como tive, vocês vão saber porquê...
   Tudo estava indo bem até o 7º mês de gestação, a Emily nasceu prematura com 1.750kg e 39cm, teve que fazer 2 cirurgias ao nascer, teve infecção generalizada, parada cardio-respiratória e insuficiência respiratória, teve que ficar no oxigênio, ficou 2 meses na UTI Neonatal, teve mais baixos do que altos, regrediu muito no início, mas depois só foi pra frente, teve uma melhora no quadro clínico que até os médicos se surpreenderam, um milagre.  Hoje ela está com 2 anos e 7 meses, é linda, inteligente, saudável, normal como qualquer outra criança. Deixo meu depoimento meio que resumido pra vocês terem uma noção de que tudo pode dar certo, de que nunca devemos perder a fé, que a minha história é de superação, qualquer dúvida deixem uma mensagem no meu facebook que ajudarei com um enorme prazer, um grande abraço a vocês mamães!! Facebook da Camila Foster:
http://www.facebook.com/#!/kamilalimafoster?fref=ts
 
 
Camila Foster, Emily, Camila Bento e Pedro Henrique
 
 
Contatos: Facebook: http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100003545752802
Msn: apoiogastrosquiseonfalocele@hotmail.com Orkut:http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3943054102065233247
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domingo, 28 de outubro de 2012

24º Depoimento: Onfalocele

A Yasmin Vitoria nasceu com Onfalocele, no Hospital de Clínicas de Curitiba/PR. Hoje ela está com 7 meses.  

                                                                                                                                           
Depoimento: 


   Não sei qual a tua religião, mas este é o meu testemunho de que Deus faz Milagres, basta ter Fé! Minha gravidez foi bem complicada, pois com 16 semanas descobri que meu bebê tinha ONFALOCELE, a barriguinha não fechou e por esse motivo alguns órgãos foram gerados dentro do cordão umbilical. Foi horrível descobrir que além disso, meu bebê poderia nascer com outras má formações ou óbito intrauterino, pois ela estava com restrição de crescimento e o tórax hipoplásico (tórax pequeno). 

   Chorei a gestação inteira, até que chegou o dia do parto, que graças a Deus foi cesárea, como eram muitos órgãos não poderia ser parto normal. No dia 20/03/2012, ela nasceu bem malzinha, com o fígado, intestino, estômago e baço pra fora, e por causa do tórax pequeno não conseguiu respirar. Assim que ela nasceu levaram pra UTI Neonatal, fez a cirurgia e lá ficou 45 dias, respirava com ajuda de aparelhos, se alimentava com sondas, teve infecção hospitalar, falência respiratória, conseguiram reanimá-la, quase perdi ela, mas ela foi forte aguentou a segunda cirurgia e suas complicações.

   Hoje ela está com 7 meses, é linda, perfeita e saudável. Tenho 2 filhas lindas e um marido que nas horas mais difíceis esteve comigo, sofremos juntos e hoje vemos que valeu a pena tantas provações, tempestades que graças a Deus passaram. Nossa filha acorda de manhã olhando pra nós e sorri, parece agradecer por termos dado a oportunidade dela viver. Agradeço as nossas famílias, em especial ao Dr. Hamiltom meu grande amigo, aos médicos e enfermeiras da UTI Neonatal do Hospital de Clínicas de Curitiba que cuidaram da minha pequena com todo amor e carinho, e a todos q fizeram correntes de orações pedindo pela sua recuperação. OBRIGADA MEU DEUS PELA GRAÇA RECEBIDA! Facebook da Janice Maia:https://www.facebook.com/janice.maia.39


Esse vídeo mostra um pouquinho da história da Yasmin Vitoria:





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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

23º Depoimento: Gastrosquise

O Bernardo nasceu com Gastrosquise no Hospital IPSEMG em Belo Horizonte/MG. Hoje está com 5 meses.



Depoimento: 
  
   Quando descobri que estava grávida foi a coisa mais importante na minha vida. Quando estava com quase 4 meses de gestação, fui fazer um ultrassom pra poder saber o sexo do meu bebê, quando descobri que era um menino e também descobri que havia uma manchinha na barriguinha dele, eles disseram que poderia ser gastrosquise ou onfalocele.

   Quando retornei ao pré natal me pediram pra fazer a ultrassonografia morfológica e foi quando descobri que meu filho tinha uma má formação chamada GASTROSQUISE. Nossa pra mim foi um choque, levei o exame no meu médico e ele me disse para não ficar preocupada, pois após o nascimento teria como fazer a cirurgia de correção, e ainda me disse para não ficar pesquisando na internet, pois acharia fotos que não gostaria. Então não deu outra, chegando em casa fui direto a internet e fiquei muito triste ao ver aquelas imagens e pensando que meu filho poderia nascer assim. 

   Durante a gravidez graças a Deus não tive complicação nenhuma, foi uma gravidez tranquila, e tentei não pensar nisso antes do nascimento do meu filho. Cada ultrassom era uma vitória. Quando completei 36 semanas fui a minha última consulta do pré-natal pra fazer os últimos exames e marcar a data da minha cesária, Bernardo iria nascer no dia 25 de maio de 2012, só que no dia 8 de maio minha pressão subiu, ficou 16 por 9 e tive que ficar de observação na maternidade. Quando foi no dia 9 fiquei super tranquila, a pressão estava boa, mas quando foi na madrugada do dia 10 senti um cheiro estranho na roupa e um pequeno sangramento, também comecei a sentir fortes dores, foi quando fui para maternidade.

   Chegando lá a médica informou que estava tudo normal, o líquido estava normal mas no ultrassom havia mostrado que as alças intestinais estavam muito dilatadas e duras, então as dores não pararam, quando comecei a ter contrações de 5 em 5 minutos, queriam me mandar de volta pra casa, mas Deus é tão bom que quando fizeram o último toque estava de 3 pra 4 cm de dilatação. Ai começou a chegada do meu guerreiro. Fiquei no soro das 10:30 às 12:30 e quando foi 13:22 nasceu o meu princípe. O Bernardo nasceu sem respirar e ainda engoliu mecônio, não pude vê-lo, mas me disseram que ele era lindo.

   No dia 10 não conseguiram colocar todas as alças pra dentro da barriguinha, então fizeram a colocação de um silo até que o fechamento fosse completo. Nossa foi muito triste ver aquele ser tão pequeno passando por coisas tão sérias! Bernardo ficou entubado, com sonda por algum tempo, teve outras más formações, mas tudo foi resolvido quando fez a última cirurgia. Foi uma emoção quando peguei ele no colo pela primeira vez, nossa chorei de mais. Quando começou a dieta teve algumas rejeições, mas tudo deu certo! Pude amamentar meu pequeno por algum tempo, mas meu leite já não era suficiente e ele não estava engordando, por isso ele começou a tomar na mamadeira um leite sem lactose.

 Foram 69 dias no Cti Neo Natal, mas graças a Deus meu filho saiu do Hospital, nossa foi uma grande alegria poder trazer ele pra casa. Foram muitos dias de tristeza, mas que são recompensados ao longos desses meses que ele já esta em casa e continuarão sendo por muitos e muitos anos! Agradeço a todos do grupo que me ajudaram e que me apoiaram quando mais precisei. E hoje meu filho está saudável e muito bem amado! Meu guerreiro venceu todos os obstáculos que a vida lhe colocou! Obrigada! Facebook da Thaís: https://www.facebook.com/thaisbernardo.mamaeteama/photos_albums#!/thaisbernardo.mamaeteama




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terça-feira, 9 de outubro de 2012

22º Depoimento: Gastrosquise

   O João Pedro nasceu com gastrosquise no Hospital Municipal de Contagem MG. Hoje ele está com 4 meses, lindo e cheio de saúde.


Depoimento: 

    Meu Nome é Juliana Vasconcelos, tenho 23 anos e sou mãe de dois lindos príncipes o Gabriel e o João Pedro. Quando Gabriel estava perto de completar 2 anos, eu e meu esposo optamos por ter outro filho, pois era nosso projeto familiar. No final de setembro descobri a gravidez e fiquei super feliz, comecei meu pré natal como manda o protocolo e com muita ansiedade para saber o sexo, pois queria muito uma menina, já que eu tinha um menino. 

   Com 1 mês fiz o primeiro ultrassom, que mostrou que eu estava com 1 mês e 1 semana de gestação e tudo normal com a graça de Deus, também fiz exames de sangue que deram todos normais. Com 3 meses meu médico pediu a ultrassonografia translucência nucal, para ver possíveis síndromes, até ai também estava normal, então continuei o pré natal louca para saber se era menino ou menina, pois não tinha dado para ver, o danadinho estava sentado e com as perninhas fechadas. Com 18 semanas fiz outro ultrassom, mas era só para saber o sexo mesmo, enfim descobri outro rapaz, fiquei feliz, pois foi o que Deus me designou. Continuei meu pré natal, mas muito preocupada, pois meu convênio não iria cobrir meu parto porque estava na carência, então fui procurar outro médico que fizesse minha cesariana, pois meu médico queria R$4.800 e nós não tínhamos esse dinheiro. 

   Foi quando Deus colocou o Dr. Henrique na minha vida, ele iria fazer minha cesariana, mas antes me pediu uma última ultrassonografia, marquei para o dia 24/04/2012, um dia depois do aniversário do meu esposo e um dia antes do meu. Cheguei lá para fazer e meu convênio não quis liberar, disseram que aquele tipo de ultrassom era feito com até 26 semanas e não com 32, eu disse que o médico só havia pedido agora e mesmo assim negaram a liberação. Como eu precisava muito daquele ultrassom, resolvi pagar e então me chamaram Juliana Vasconcelos, fomos contentes ver o bebê (eu, o Gabriel e meu esposo), começamos a fazer o ultrassom quando a moça me olhou e perguntou se eu havia feito outros ultrassom e eu disse que sim, então ela pediu pra ver e me perguntou se o médico não tinha me dito nada, eu muito preocupada disse que não e perguntei se o meu neném tinha alguma coisa, e ela respondeu que sim, que ele tinha uma má formação chamada onfalocele e eu sem nem ao menos saber o que era comecei a chorar,  ela me explicou que era uma hérnia, que os órgão estavam para fora da barriguinha, me desesperei naquele momento. 

   Fui direto para o consultório do médico que começou a fazer o pré natal em prantos, pois fazia tudo com ele até mesmo os ultrassom, como podia ele não ter visto antes, pois a moça do ultrassom me informou que esse tipo de má formação se vê logo após 12 semanas de gestação, então ele me disse que a barriga tinha aberto depois, mas era impossível isso acontecer, então sentamos e fomos conversar e saber melhor o que era e quais seriam os cuidado. Naquele momento recebi um telefonema da secretária do Dr. Henrique dizendo que a moça do ultrassom tinha entrado em contato com ele e tinha dito que analisando melhor as imagens não era onfalocele e sim gastrosquise, pensei será pior ou melhor e cheguei a conclusão que eram casos diferentes mas os dois eram graves, o médico optou por fazer outro ultrassom para confirmar o que era e então ficamos sabendo que era gastrosquise. 

   O médico me perguntou se meu convênio estava na carência, pois iria me encaminhar pelo SUS para o Hospital das Clínicas de Belo Horizonte para continuar a fazer o pré natal lá, pois o hospital que ele trabalhava não tinha estrutura nenhuma para receber o meu bebê. Foi quando fiquei sabendo que quando a gravidez é de alto risco o convênio tem que cobrir, então resolvi pegar o encaminhamento para o convênio e levar lá na central da Admédico, chegando lá expliquei meu caso e me informaram que não iriam cobrir pois o médico auditor disse que não era caso de morte, foi então que eu perguntei como que uma criança que vai nascer com uma má formação, em que a barriga está aberta com órgãos para fora, terá que passar por cirurgia e ir para a cti não é grave? Não corre risco de morte? Então veio advogado diretor e teve a cara de pau de me dizer que cobririam a minha cesária e a despesa do bebê não, e eu disse pra ele que quem mais precisava era o meu filho, pois era ele quem estava correndo risco de vida, então ele propôs dividirmos a conta que ficaria em média em R$100 mil, pois o tempo de internação seria em torno de 30 dias, fiquei sem chão, pois não tinha de onde iria tirar R$50 mil para dividir com eles. 

   Voltei ao meu médico arrasada e expliquei a situação, então ele resolveu me encaminhar para o Hospital Municipal de Contagem MG, pois nas Clínicas era muito difícil de entrar, então era para mim tentar no municipal. Foi quando eu pensei meu Deus por que isso comigo?? Não bebo, não fumo, não uso drogas, tantas que fazem isso e seus filhos são perfeitos, mas isso foi egoísmo e desespero da minha parte, pois sabia que o Dr. Henrique não iria poder fazer mais nada, então minha chance era aquele encaminhamento para o Hospital Municipal. Enfim, chegou o dia da consulta com a Dra. Katia, ela era amiga do meu médico e ele já tinha falado para ela do caso do meu bebê, quando cheguei ela já estava me aguardando e pediu um ultrassom, ela disse que iria ver o que estava pra fora, se o líquido amniótico estava bom e se o bebê estava bem, estava tudo tranquilo, então ela me explicou o procedimento, disse que tinha que ser cesária por causa dos riscos do bebê fazer força e o risco de contaminação no parto normal, e que tudo tinha que ser planejado, equipe da cirurgia pediátrica na sala do parto, psicólogo, pediatras e muitos outros, além disso tínhamos que esperar ele completar 38 semanas porque se não seriam dois problemas prematuridade e gastrosquise. 

   Continuei o pré natal de alto risco lá, até que marcaram a cesárea para o dia 18/05/2012 às 9 horas da manhã e então chegou o grande dia, a família quase toda lá, todos muito nervosos e ansiosos, então me chamaram e com muitas lágrimas nos olhos me despedi de todos, chegando na sala de pré parto, o Dr. Guilherme um anjo da cirurgia pediátrica, entrou e me explicou qual seria o possível procedimento, mas tínhamos que aguardar ele nascer, então chegou a hora do parto 11 horas da manhã, não deixaram meu esposo assistir, pois era muito chocante e ele não estava preparado. Às 11:27 nasce meu príncipe muito cansado, mas chorrando muito e eu ali louca para ver seu rostinho, mas não pudia porque ele estava em procedimento para ir pro bloco cirúrgico, pois o Dr. Guilherme que já dava para fazer a cirurgia, me mostraram o rostinho dele rapidamente e levaram ele para o bloco, duas horas depois me levaram para o quarto e o médico que operou meu filho disse que a cirurgia havia sido um sucesso. Assim que consegui me levantar minha mãe me levou para ver meu filho, chegando lá fiquei muito emocionada e ao mesmo tempo muito triste, pois estava ali o meu milagre, meu anjinho, entubado, sedado e com alimentação parenteral. 

   Foram 40 dias de muita luta, pois quando achávamos que estava tudo bem, ocorria alguma complicação, foi assim até o dia da nossa saída. Hoje vejo que Deus fechou os olhos daquele médico e mostrou na hora certa, pois Ele tinha e tem um propósito muito grande em nossas vidas, agradeço muito, pois Ele fez a obra e permitiu que seus anjos continuassem aqui na terra. Obrigado a todos e lembrem-se Mães o pré natal é muito importante, pois Deus faz a parte dele e dá sabedoria aos médicos aqui na terra. Meu Guerreiro Venceu! 

   Aos médicos Nara, Patricia, Guilherme, Juliana, Marcone, aos enfermeiros e enfermeiras o meu agradecimento e em especial a Deus por ter sido escolhida e abençoada com esse lindo Anjo João Pedro! Juliana Vasconcelos
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